NENHUM PAÍS TEM FUTURO DESTRUINDO O SEU PRESENTE

O Ministério da Justiça divulgou recentemente um estudo alarmante elaborado pelo Instituto Sangari, no qual traz um diagnóstico sobre como a violência tem ceifado a vida de milhares de jovens brasileiros. De acordo com a pesquisa, a causa mais freqüente das mortes violentas entre os jovens foram os homicídios, ou seja, entre 1998 e 2008 o homicídio foi a “causa morte” de 39,7% dos jovens no Brasil.

Em Mato Grossoa violência é tema dos jornais locais todos os dias, pois as manchetes noticiam adolescentes e jovens assassinados em razão do envolvimento com a criminalidade. Os homicídios de jovens no Estado é uma realidade que assusta a população, pois a maior causa origina-se principalmente do tráfico de drogas.

O Mapa da Violência divulgado em 2010 pelo Ministério da Justiça aponta que umas das maiores cidades do estado (Rondonópolis) tem, proporcionalmente, um dos maiores índices de homicídios de adolescentes do Brasil. Na faixa etária de0 a19 anos, Rondonópolis é a 13ª cidade mais violenta do país.

É notório que esta violência é conseqüência na maioria das vezes de uma estrutura familiar destruída e de uma realidade sócio-econômica excludente que vive grande parte dos jovens brasileiros. Mas a falta de emprego somada a carência de espaços públicos para o desenvolvimento de atividades sócio-educativas e culturais para preencher o tempo de ócio tem sido um dos motivos para o aumento do envolvimento do público infanto-juvenil com as malignas práticas de autodestruição.

 A criação de escolas de tempo integral e a ocupação de jovens com atividades que promovam o desenvolvimento de habilidades afetivas, cognitivas e psicomotoras, ocupando assim o tempo ocioso, evita que a juventude possa ser captada pela ação (influência) de marginais que geralmente atuam em periferias promovendo o aumento dos índices de violência.

Neste sentido faz-se necessário construirmos o futuro do nosso país, fazendo com que as políticas públicas para a juventude saiam do papel e transformem em ações práticas e não apenas em projetos políticos eleitoreiros de curto prazo sem a preocupação de continuidade a médio e longo prazo (políticas de apaga-fogo). É imprescindível a efetivação de políticas sérias, preocupadas principalmente com o nosso projeto de nacionalidade, pois os jovens não são apenas o futuro deste país, mas sim principalmente o seu presente, por constituirmos em um país em expansão, que necessita de uma juventude saudável para respaldar nosso progresso econômico.

      Por fim, é uma questão vital, o futuro da República Federativa do Brasil depende de um pacto nacional onde estejam envolvidas todas as esferas governamentais e a sociedade em geral, em prol de políticas públicas e ações voltadas para o resgate de nossos jovens das garras da morte prematura causada pela criminalidade, proporcionando a todos um presente de paz e uma esperança de futuro.

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