Deputado é contra congelamento do RGA e defende que projetos referentes ao servidor só sejam votados pela nova legislatura

O Poder Executivo Estadual enviou para a Assembleia Legislativa um pacote de medidas para tentar conter as despesas com máquina pública de Mato Grosso. Entre as propostas estão duas sugestões que mexem com a vida do servidor público estadual. O Governo enviou projeto criando critérios para a progressão de classe e para o pagamento do RGA, que segundo o projeto só seria pago de acordo com a capacidade financeira do governo. A mudança no RGA foi aprovada pelos atuais deputados estaduais, em primeira votação, na noite de quinta-feira (17). Tal situação deixa a reposição das perdas inflacionárias sem um período certo.

O deputado estadual eleito Thiago Silva – MDB externou de imediato seu posicionamento com as medidas e se posiciona totalmente contrário. “Eu entendo que o governador precisa enxugar os gastos pela viabilidade econômica do Estado, mas congelar progressão na carreira e reposição inflacionária sou totalmente contra. Existem outros mecanismos que podem gerar economia, sem afetar a vida do trabalhador. É assim que temos que pensar”.

Aumento da contribuição previdenciária

Outra medida vista com reprovação pelo deputado é a proposta de aumento da alíquota de contribuição previdenciária do servidor público de 11% para 14%. “Não concordo de forma alguma com este aumento. O desconto de 11% já é pesado e ficará ainda mais, caso este reajuste seja aprovado. Colocar a crise no Estado nas costas do servidor é injusto. O buraco negro está na má aplicação dos recursos públicos e nas concessões cedidas ano, após ano para barões que dominam vários setores. Esses precisam ser taxados e cobrados por bilhões em atraso. Sou favorável a revisão dos incentivos fiscais e enxugamento dos da máquina pública (inclusive a redução do duodécimo aos poderes) ”, afirma.

Nova legislatura

Thiago Silva ainda pontua que o Mauro Mendes – DEM precisa discutir melhor o processo medidas austeras. Para o deputado, boa parte do pacote de ajuste fiscal deve ser votado pela nova legislatura da Assembleia Legislativa. “Não tenho dúvida que para o governo será melhor. Poderemos discutir e propor sugestões ponto a ponto. O importante é achar denominadores comum que ajudem a sanear o déficit de R$ 4 bilhões deixados pelo governo passado, sem provocar injustiças com quem contribui dia após dia com o desenvolvimento de Mato Grosso”, conclui.

Histórico

O deputado estadual eleito Thiago Silva carrega em sua carreira um vasto histórico de defesa dos servidores públicos. Por dois mandatos como vereador em Rondonópolis sempre externou e votou medidas favoráveis a funcionalismo. “Os servidores de Mato Grosso podem ficar tranquilos. Não mudarei minha postura na Assembleia Legislativa. Defendo e vou defender as garantias dos direitos adquiridos pelos trabalhadores”, completa.

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